Num estudo resumido nesta edição da Vet Record, McArthur e colegas investigaram o auto-estigma e as estratégias utilizadas por estudantes de veterinária australianos para lidar com o stress.
Embora o stress em si não seja uma doença, o stress crónico tem implicações negativas para a saúde psicológica e física. Os estudantes do estudo utilizaram principalmente estratégias adaptativas (ou seja, as que ajudam a reduzir o stress) em vez de estratégias desadaptativas (ou seja, as que podem realmente aumentar o stress) para lidar com o stress, com variações na abordagem identificadas por género e por grau de auto-estigma. Por exemplo, observou-se que os estudantes do sexo masculino tinham uma maior tendência para o auto-estigma e uma menor inclinação para procurar apoio. Lê mais AQUI
Estigma, enfrentamento, stress e angústia na profissão veterinária – a importância de um discurso baseado em provas
O estigma da saúde mental é um problema bem reconhecido e muito discutido. As percepções do estigma público - estereótipos negativos e preconceitos - contribuem para o desenvolvimento do auto-estigma (ou seja, a interiorização destes estereótipos negativos), que pode causar uma redução da autoestima, do bem-estar, da saúde e da auto-eficácia, incluindo a crença na própria capacidade de lidar com a situação. Estes, por sua vez, afectam as atitudes em relação à procura de ajuda e a vontade de procurar ajuda.